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Pós-Covid-19: da sobrevivência à prosperidade

A realidade da pandemia apanhou-nos a todos de surpresa. A maioria dos setores ainda se está a adaptar à ideia de que a vida social e económica mudou e atualmente muitas empresas procuram alternativas eficazes para responder às novas necessidades dos consumidores.

Mas como será a relação com o consumidor a partir de agora, numa altura em que ainda estamos todos receosos em fazer compras em lojas físicas? Será que estas mudanças vão criar hábitos novos e duradouros?

Enquanto os governos e as organizações continuam a trabalhar para conter o COVID-19 e o crescente número de vítimas, os consumidores já estão a sentir as consequências económicas e a reduzir drasticamente os gastos no consumo.

André Almeida, formador e especializado em formação de gerentes e líderes do retalho, acredita que depois da pandemia as “escolhas dos consumidores relativamente aos produtos irão permanecer iguais, mas com uma sensível diminuição na quantidade de itens consumidos, tornando a compra mais consciente e sem excessos”.

Perante este contexto, muitos líderes já estão a comunicar, de forma realista e clara, com as partes interessadas e estão a tomar medidas para proteger a sua força de trabalho e os seus consumidores.

“Quando o ambiente externo é incerto e instável, cabe aos líderes criarem um clima de estabilidade com objetivos claros para as suas equipas terem paz emocional e focarem os seus esforços no trabalho diário em direção ao alcance de novos objetivos”, garantiu o especialista.

Em situações de crise, o instinto de um líder pode resultar por vezes numa centralização de autoridade na tomada de decisões e controlo total das informações, fornecendo conhecimento aos seus colaboradores apenas em caso de necessidade. Porém, fazer o oposto, demonstrar como as equipas devem operar proactivamente, incentivará os colaboradores a seguir melhor o seu exemplo. Os líderes devem estar preparados para partilhar temporariamente algumas responsabilidades da sua hierarquia com as suas equipas. Capacitar outras pessoas para ajudar a empresa a responder à crise da organização, envolve conceder-lhes autoridade para tomar e implementar decisões sem ter de obter aprovação.

Outra parte crucial do papel do líder, especialmente num ambiente emocional e tenso característico de uma crise, é promover a segurança psicológica para que todos os colaboradores possam discutir abertamente ideias, perguntas e preocupações sem medo de repercussões. Isso permite que as equipas entendam a situação e saibam como lidar com ela através de um debate saudável.

Segundo o partner da GS&IMR, “sugerir e ouvir as inovações disruptivas vindas das equipas pode resultar num melhor aproveitamento das oportunidades vindas do ambiente externo, calcular as reais capacidades produtivas em termos de equipamentos, e permitir ainda um maior investimento para a criação de novos produtos e serviços”.

Os retalhistas devem assim criar estratégicas para comunicar de forma eficaz com os seus clientes nos lugares onde eles estão agora – ou seja, em canais digitais, redes sociais, telemóveis e plataformas – e considerar a criação de venda online, eventos virtuais ou lançamento de produtos através de transmissões ao vivo. É uma ótima oportunidade para apostar em interações mais criativas, autênticas e personalizadas.

André Almeida não tem dúvidas que é a altura ideal para os retalhistas melhorarem as suas habilidades de comunicação para entenderem melhor e em menos tempo as necessidades dos clientes. “É mais importante do que nunca melhorar as habilidades de escrita, leitura corporal e verbal. Importa essencialmente saber quais os requisitos técnicos e comportamentais necessários para ter sucesso”, salientou.

Como qualquer outra crise que afete os funcionários, a reavaliação adequada dos planos de comunicação estratégica interna e externa é fundamental para evitar interrupções nos negócios de operações essenciais. Neste cenário de pós-pandemia, as organizações precisam de uma estratégia que alavanque vários componentes que pode ser facilitado através do investimento na formação.

Enquanto formador experiente, André realçou a importância da formação na inclusão de um planeamento cuidadoso de coordenação, comunicação e contato contínuo com os principais intervenientes. “Esse planeamento deve incluir opções de mensagens de comunicação estrategicamente preparadas e gerenciadas, não apenas sobre assuntos relacionados com a saúde, mas também referentes a todos os principais aspetos do funcionamento dos negócios e da organização que foram impactados pelo vírus”, esclareceu.

Todas as empresas que faziam viagens foram forçadas a eliminá-las, preservando a sua capacidade de operar através de videoconferência. Outras tiveram que redimensionar as suas equipas, flexibilizar os seus modelos de negócios, encurtar cadeias de decisão, otimizar os seus processos e até converter as suas linhas de produção. Em alguns segmentos de negócios, como tecnologia e saúde, foram alcançados ganhos desmedidos de produtividade e agilidade.

Não é a altura de sobreviver, mas de prosperar. É por isso que é tão importante que os líderes determinem que desenvolvimentos impostos pelas circunstâncias podem gerar valor, tanto a nível financeiro como operacional. Vale a pena neste momento fazer uma revisão rigorosa a tudo o que foi feito e integrar essas novas conquistas nos padrões operacionais pós-crise, num processo de melhoria contínua.

As próximas semanas não serão fáceis, as empresas terão de mergulhar numa nova fase com muitas incógnitas e sem o controlo total das suas capacidades operacionais. É por isso que a GS&IMR está disponível para ajudar as empresas a implementar ações que visam garantir uma eficaz e equilibrada transição para a “normalidade”, que exigirá uma reinvenção dos modelos de negócios, mesmo que isso implique ter de lidar com as consequências inevitáveis da crise.

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